“Igreja” dedicada a Lúcifer será inaugurada no Rio Grande do Sul
Templo em Gravataí promete ser o centro de rituais de alta magia e propõe uma visão alternativa sobre o anjo caído

O Rio Grande do Sul se prepara para sediar o maior templo dedicado a Lúcifer no Brasil, com inauguração marcada para 13 de agosto. Localizado em Gravataí, o templo será o ponto central para rituais de alta magia e demonolatria, prática que envolve a adoração a entidades demoníacas. Com uma estátua de três metros de altura do anjo caído, o espaço tem como objetivo redefinir a percepção popular sobre Lúcifer e outras entidades “divinas”.
Fundada por Lukas de Bará da Rua e Tata Hélio de Astaroth, a Nova Ordem de Lúcifer na Terra é uma “instituição religiosa” formalmente registrada, que busca promover a evolução pessoal e “espiritual” dos seus seguidores. A crença na Ordem diverge significativamente das tradições cristãs. “Lúcifer, para nós, representa a “luz” do autoconhecimento, uma figura que traz equilíbrio às energias universais”, explica Lukas, um dos fundadores.
Ao contrário das religiões tradicionais, os adeptos da Ordem não seguem um único deus e rejeitam a “Bíblia” como autoridade religiosa. No entanto, a Ordem está trabalhando na criação de sua própria “escritura sagrada”, a “Bíblia do Diabo Segundo a Corrente 72”, que está prevista para ser lançada em breve.
O “santuário” será erguido em uma área de cinco hectares, destacando-se pelo amplo contato com a natureza, um aspecto valorizado pelos membros da Ordem. Lukas destaca que o local visa proporcionar um ambiente de “conexão espiritual” e de aprofundamento no conhecimento das forças que, segundo a crença deles, governam o “universo”.
Para muitos, a palavra “Lúcifer” carrega conotações negativas, associadas à figura do diabo na tradição cristã. No entanto, a Nova Ordem de Lúcifer na Terra busca desmistificar essa imagem, promovendo uma interpretação onde Lúcifer simboliza a “estrela da manhã”, uma entidade ligada ao “conhecimento” e à “iluminação”.
Com essa iniciativa, a Ordem espera não apenas expandir sua influência, mas também abrir um diálogo sobre “diferentes formas de espiritualidade”, desafiando as convenções estabelecidas e oferecendo uma nova perspectiva sobre antigas crenças.
Jornal O Comunitário – Da Redação
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