Avenida dos Estados em Cáceres preocupa moradores com alto risco de acidentes
Pais de alunos e comerciantes cobram medidas de segurança diante do fluxo intenso e velocidade excessiva de veículos

Na tarde da última semana, por volta das 16h40, um acidente voltou a expor a insegurança na avenida dos Estados, em Cáceres, a 220 km de Cuiabá. Duas motocicletas colidiram na esquina de acesso à creche do bairro Guanabara. A condutora de uma Biz ficou ferida, enquanto o jovem que pilotava outra moto, de maior cilindrada, saiu ileso.
O cruzamento em frente à padaria Guanabara é considerado um dos pontos mais perigosos da via, sobretudo nos horários de entrada e saída da creche. Pais que buscam seus filhos precisam atravessar a pista, enquanto motoristas passam em alta velocidade. O risco aumenta porque a região concentra comércio variado — padaria, farmácia, frutaria, borracharia, mercados, loja e lanchonete — o que amplia a circulação de pedestres.
Apesar de haver alguns quebra-molas ao longo da avenida, moradores afirmam que não são suficientes para conter a imprudência de condutores apressados. O problema não é recente. Daniel Rodrigues Leite, morador mais distante da creche, e sim perto do Sebrae, da Prefeitura – relata medo constante de acidentes mais graves.
— “Já quase invadiram minha casa várias vezes com veículos desgovernados. Cansamos de pedir à prefeitura a instalação de um quebra-mola aqui na esquina, mas nunca fomos atendidos. Só conversa”, protesta.
Pais de alunos também criticam a ausência de providências do poder público.
— “Será que estão esperando acontecer uma tragédia com crianças para tomarem uma atitude? Cadê os nossos vereadores, a prefeita, que não enxergam o perigo dessa esquina?”, questiona uma mãe indignada.
Com o crescimento do fluxo de veículos na avenida, não apenas em horário de pico, moradores reforçam o pedido por soluções urgentes, como sinalização adequada, redutores de velocidade e fiscalização. No momento do acidente só não teve consequências mais graves porque não havia crianças na rua, nem na moto.
O caso serve de alerta e reacende a cobrança por medidas imediatas para evitar novas colisões e, sobretudo, preservar vidas.
Jornal O Comunitário News – Da Redação
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