ALERTA MÁXIMO: Morte confirmada em MT acende sinal vermelho e Cáceres vive explosão de mosquito
Doença avança em Mato Grosso, pressiona orçamento público e pode custar vidas se não houver ação imediata
O mosquito transmissor da doença se reproduz em água parada. A prevenção depende da ação do poder público e da responsabilidade da população – FOTO: Reprodução O perigo não é distante. Ele já está entre nós. Mato Grosso confirmou neste ano a primeira morte por Chikungunya em Vila Bela da Santíssima Trindade, além de óbito por dengue em Diamantino. As mortes mostram que as doenças transmitidas pelo mosquito não são apenas números em boletins. Elas são reais, graves e podem atingir qualquer família.
Mesmo com registros menores neste início de 2026 em comparação ao ano passado, quando o estado fechou com quase 36 mil casos prováveis de dengue e dezenas de mortes, o risco continua alto. O período chuvoso favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, e basta água parada para que novos focos se espalhem rapidamente.
Em Cáceres, a preocupação cresce. Moradores relatam aumento visível da presença de mosquitos em vários bairros, a ponto de já se ouvir pedidos por aplicação de fumacê. Quando a população começa a pedir fumacê, é sinal de que o incômodo virou medo. E quando vira medo, é porque o risco já está perto demais.
O cenário exige posicionamento claro da Secretaria Municipal de Saúde. O secretário Cláudio Henrique Donatoni precisa apresentar dados atualizados, informar quantos agentes estão nas ruas, explicar quais bairros estão sendo monitorados e quais medidas emergenciais estão sendo tomadas. A transparência agora é fundamental para evitar que a situação saia do controle.
O impacto não é apenas sanitário. Quando a dengue cresce, o orçamento sente. Internações aumentam, exames são solicitados, profissionais precisam ser deslocados e campanhas emergenciais precisam ser financiadas. Muitas vezes, recursos previstos para outras áreas acabam sendo remanejados para conter o avanço da doença. Isso gera pressão política, cobrança da Câmara Municipal e questionamentos sobre planejamento e prevenção.
O Ministério da Saúde enviou recentemente mais de 10 mil doses da vacina contra a dengue para Mato Grosso, produzida pelo Instituto Butantan. Inicialmente, a imunização será direcionada a profissionais de saúde. A vacina é uma ferramenta importante, mas não substitui a eliminação de criadouros e o combate direto ao mosquito. Sem limpeza urbana eficiente e sem a colaboração da população, o risco permanece.
A dengue pode começar com febre alta, dor no corpo e mal-estar. Porém, em casos graves, pode evoluir para hemorragia e morte. Idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas correm mais risco. Cada morte representa uma falha coletiva na prevenção e um alerta de que algo precisa mudar.
Cáceres precisa agir antes que o problema aumente. Terrenos baldios, quintais descuidados e recipientes com água parada continuam sendo ameaças silenciosas. O mosquito não espera decisão política nem calendário eleitoral. Ele se multiplica rápido.
Se o poder público agir agora, o avanço pode ser contido. Se esperar, o custo pode ser alto demais — em dinheiro e, principalmente, em vidas.
Jornal O Comunitário News – Da Redação/Assessoria/Conteúdo
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