Energia cara, serviço precário: Assembleia força audiência da Aneel em MT. Energisa pode perder concessão
Deputados cobram rigor na renovação da concessão da Energisa, que vence em 2027, e denunciam falhas crônicas no serviço prestado

A mobilização da comissão especial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) em Brasília resultou em um avanço: segundo a própria Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), representantes da autarquia virão ao estado para participar de uma audiência pública e ouvir diretamente da população as queixas contra a concessionária Energisa.
Conforme a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que articulou a agenda, a Energisa tem acumulado histórico de descumprimento de decisões e não oferece qualidade proporcional ao que arrecada no estado. De acordo com a parlamentar, um terço do lucro líquido da empresa vem de Mato Grosso, mas os consumidores continuam enfrentando falhas recorrentes, sobretudo em municípios mais distantes. “Não queremos interromper a concessão, mas exigimos qualidade no serviço pelo preço que é pago”, afirmou, destacando que a renovação do contrato nº 003/1997, com vencimento em 2027, não pode ocorrer sem contrapartidas firmes.

Segundo o deputado Wilson Santos (PSD), vice-presidente da comissão, o encontro no Ministério de Minas e Energia abriu espaço para que a Assembleia apresente suas prioridades em relação à expansão da rede elétrica e às correções que a Energisa precisa adotar. De acordo com ele, o ministro Alexandre Silveira demonstrou sensibilidade à pauta e se comprometeu a apoiar as demandas do estado.
Conforme o senador Wellington Fagundes (PL), a mobilização conjunta entre Assembleia Legislativa e Senado deve fortalecer a cobrança por melhorias, uma vez que o fornecimento de energia é condição essencial para o crescimento da indústria no estado.
Entretanto, de acordo com analistas, a realização de audiência pública é apenas um primeiro passo. A responsabilidade agora recai sobre a Aneel, que precisará condicionar a renovação da concessão a metas claras de desempenho, cronogramas de investimento e punições severas em caso de descumprimento. Caso contrário, a população continuará a pagar uma das tarifas mais caras do país sem ver retorno em qualidade.

Conforme a comissão especial, presidida pelo deputado Max Russi (PSB), os trabalhos não vão se limitar à audiência anunciada: a intenção é manter pressão constante para que a renovação da concessão não se torne apenas um ato burocrático, mas sim um compromisso real com os consumidores mato-grossenses.
Em conclusão, a ida da Aneel a Mato Grosso representa uma conquista política, mas não encerra o problema. A população espera que, desta vez, as queixas se transformem em medidas concretas e que a Energisa seja obrigada a cumprir, de fato, aquilo que deve a quem paga caro por um serviço essencial: energia elétrica de qualidade.
COMISSÃO
A comissão especial da ALMT é presidida pelo deputado Max Russi (PSB) e tem como vice o deputado Wilson Santos (PSD). Também compõem o grupo os deputados estaduais Janaina Riva (MDB), Faissal Calil (Cidadania), Chico Guarnieri (PRD), Valdir Barranco (PT), Júlio Campos (União) e Eduardo Botelho (União).
Participaram das agendas os deputados estaduais Janaina Riva (MDB), Faissal Calil (Cidadania), Chico Guarnieri (PRD), Valdir Barranco (PT) e Eduardo Botelho (União), além do senador Wellington Fagundes (PL).
Jornal O Comunitário News – Da Redação/Assessoria
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